Dia da Internet Segura

Foi ontem. Um artigo no Público: Dia da Internet Segura lança debate sobre as novas ameaças on-line

Um excerto:

"Mas e se a Net fosse alvo de ataques que nos deixassem sem luz, sem água ou sem comunicações?O cenário é catastrófico mas não é impossível. Imagine-se um atentado terrorista como o de Nova Iorque, do metro de Londres ou de Madrid; e se esse ataque afectasse a rede de emergência que permite socorrer as pessoas? A segurança na Internet é, afinal, uma questão delicada que afecta todos, mais ou menos crescidos.
Paulo Veríssimo, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e especialista em segurança informática, sobretudo relacionada com as chamadas infra-estruturas críticas (redes de electricidade, água ou comunicações, por exemplo), considera que a dependência dessas infra-estruturas em relação à Internet "é real". Como exemplo, lembra como o serviço de emergência 112 foi interrompido durante 41 minutos no dia 17, nos distritos de Lisboa, Porto e Viseu, em resultado de uma avaria na central telefónica da ONI.
"É um risco com o qual temos que saber lidar", considera Paulo Veríssimo. "Hoje há muita informação que nos diz que as infra-estruturas críticas estão muito vulneráveis. É como guardar as jóias num cofre e depois abrir janelas para a rua", diz. Tudo isto porque, de uma forma ou de outra, essas infra-estruturas acabam por estar parcialmente ligadas à Internet. "Um hacker pode tentar entrar numa dessas redes e desligá-la, no mínimo."
Mas essa hipótese é assim tão verosímil? "Não é um cenário futurista, nem de desenhos animados", responde Veríssimo. E dá o exemplo de um vírus informático, o Slammer, que em 2003 provocou uma situação de alarme numa central nuclear norte-americana. Ou de um ex-empregado de uma empresa de gestão de águas australiana que, pela mesma altura, entrou no sistema informático, inverteu a circulação da água e pôs as águas dos esgotos a correr em jardins. "Este tipo de ataques é possível", conclui."