Luzsec Portugal ataca ainda mais

Segundo o site TugaLeaks, foi feito um defacement ao site do PS (que neste momento está inacessível).

O site do Público tem também um artigo que resume bem os acontecimentos dos últimos dias. Alguns excertos:

Hackers: atrás do ecrã para "elevar a voz do povo"
04.12.2011 - 16:07 Por João Pedro Pereira

Nas últimas semanas assistiu-se em Portugal a um surto inédito de ataques informáticos. Foram atacados sites do PSD, das Águas de Portugal, do Governo, da Assembleia da República e do Hospital da Cruz Vermelha. Uns ficaram inacessíveis, outros foram modificados e exibiam mensagens dos atacantes.

Um dos ataques mais graves foi diferente: uma intrusão em sistemas informáticos, que culminou na divulgação de dois ficheiros com dados de agentes da polícia. Um deles, retirado de computadores governamentais, divulgou o posto, email, nome e número de telefone de 107 agentes da PSP. O outro, retirado dos computadores de um sindicato, continha informação (em muitos casos, incluindo a morada) de 67 polícias. Foi apresentado como uma represália pelos incidentes em S. Bento, no dia da greve geral.

Os atacantes já disseram que os ataques vão continuar. No início desta semana, num texto publicado online, apelaram à união de "autodidactas e hackers" e convidaram as pessoas "com conhecimentos de informática" a sentarem-se aos computadores. Prometeram um novo surto de ataques e, inspirados numa acção internacional, chamaram-lhe operação #AntiSec PT.

O apelo foi publicado no site TugaLeaks, que tem divulgado informação sobre este género de acções em Portugal e foi lançado em Dezembro de 2010 por Rui Cruz, um informático que decidiu criar uma réplica do site da WikiLeaks.

Desde então, o TugaLeaks tornou-se num site de divulgação de várias acções de protesto, dentro e fora da Internet: desde o movimento dos "indignados" ao grupo que está acampado frente ao Parlamento, até aos ciberataques recentes. Ao PÚBLICO Rui Cruz explica que "o Tugaleaks nasceu porque era - e é - o único canal de media alternativo a publicar notícias sobre movimentos activistas e hacktivistas".

O TugaLeaks parece funcionar quase como órgão oficial dos movimentos por detrás dos ataques informáticos, mas Rui Cruz nega a associação: "O Tugaleaks não está nem a favor nem contra os alegados ataques." Mas acrescenta, com aparente simpatia pelas acções dos hackers: "Os grupos de hacktivistas estão a impulsionar o acordar do povo com ataques a alvos cada vez mais notórios."

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Os ataques feitos até agora são de três tipos. O mais comum chama-se "ataque distribuído de negação de serviço" e consiste em bombardear um site com pedidos de acesso. Em consequência, o site torna-se mais lento e, eventualmente, fica inacessível.Outro tipo de ataque é o que afectou as Águas de Portugal. O site passou a exibir o boneco com ar aristocrata que é o símbolo dos LulzSec. Abaixo da imagem estavam as remunerações do conselho de administração da empresa, acompanhada do comentário: "E que tal começarem a fazer cortes nesses salários de luxo? Já é tempo de acabarem com essa palhaçada de o povo ter que "apertar o cinto", quando os salários desta gente são milionários." Por fim, houve os ataques que expõem informação, como foi o caso dos dados da PSP.

A actividade dos LulzSec surge depois de o chamado "hacktivismo" ter sido trazido à ribalta em 2010, quando um grupo chamado Anonymous decidiu apoiar a WikiLeaks e atacar sites de empresas ou autoridades que dificultavam o trabalho de Julian Assange.

Diferente do LulzSec, o movimento Anonymous é mais distribuído e menos organizado, podendo qualquer pessoa fazer um ataque e simplesmente assinar Anonymous. O movimento assume-se como não tendo liderança. Quando simpatizantes saem à rua, o que acontece em protestos vários, usam uma máscara. Os Anonymous estenderam-se a vários países. Cá, surgiram os Anonymous Portugal. E uma variante original: os Anonymous Adolescentes, que reivindicaram vários ataques, desde o site do PSD-Lisboa até sites de alguns governos civis. São também os autores de um ataque ao sitedo Hospital da Cruz Vermelha, várias vezes criticado na Internet.

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