Governo americano sabota sites ligados à al-Qaeda

Este caso no qual um governo diz em público que sabotou sites é interessante, não porque nunca tenha acontecido, mas por não haver memória de ser confirmado em público.

Hackers do governo americano atacaram sites ligados à al-Qaeda 
Público
Peritos governamentais entraram recentemente em sites e fóruns ligados à al-Qaeda contendo propaganda antiamericana e pró-terrorista e adulteraram as mensagens aí veiculadas, confirmou a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

Numa intervenção à qual a Associated Press chamou de “rara admissão pública acerca da secreta luta cibernética que decorre contra os extremistas”, a secretária de Estado disse na semana passada que o seu departamento “alvejou” sites específicos ligados à rede terrorista al-Qaeda.

“Em cerca de 28 horas, a nossa equipa fez alterações nos sites que passaram a mostrar versões alteradas [dos dados aí mostrados], com o número de mortos que os ataques da al-Qaeda provocaram junto do povo iemenita”, disse Clinton durante um discurso oficial em Tampa, na Florida.

“Conseguimos perceber que os nossos esforços começam a ter impacto porque os extremistas estão a ventilar publicamente as suas frustrações e a pedir aos seus apoiantes que não acreditem em tudo o que lêem na Internet”, disse a governante.

De acordo com a AP, Clinton disse que estes ataques foram levados a cabo pelo Center for Strategic Counterterrorism Communications, um grupo composto por especialistas civis e militares que usam a Internet e as redes sociais para identificar e deter as manobras de recrutamento da al-Qaeda.

Este tipo de acções faz parte de uma estratégia a que a Administração americana consagra o nome de “poder inteligente”, indica por seu lado a ABC.

Um especialista em contra terrorismo ouvido pelo jornal The Washington Post, indicou, porém, que os fóruns iemenitas aos quais Clinton se refere poderão não ser muito abrangentes, pelo que o impacto desta interferência seria mínimo. “Se uma pessoa vive numa área tribal do Iémen, provavelmente ela não precisa de ir a um site de Internet para se juntar à al-Qaeda”, disse o mesmo responsável.