Operação Card Shop

FBI detém 24 pessoas na maior operação contra pirataria de cartões de crédito
Público

Uma operação realizada em 13 países contra a pirataria de cartões de crédito levou à detenção de 24 pessoas, anunciou o FBI. A Operação Card Shop durou dois anos e envolveu agentes da polícia federal norte-americana infiltrados.


A operação policial decorreu em 13 países de quatro continentes e os detidos são homens entre os 18 e os 25 anos, suspeitos roubo de números e outras informações relativas a cartão de crédito através da Internet. “De Nova Iorque à Noruega, passando pelo Japão e pela Austrália, a Operação Card Shop visou piratas informáticos sofisticados e muito bem organizados, que compravam e vendiam identidades roubadas e informações de cartões de crédito, falsificavam documentos e recorriam a outras formas de pirataria”, adiantou o FBI em comunicado.

Onze pessoas foram detidas nos Estados Unidos, duas delas em Nova Iorque, seis no Reino Unido e duas na Bósnia, mas houve também uma detenção na Bulgária, outra na Noruega e mais uma na Alemanha. Mais duas pessoas foram presas, em Itália e Japão, com base em mandados provisórios - e o "hacker" detido em Itália é aquele contra qual existem as acusações mais graves, que podem levá-lo a passar 37 anos na prisão. Foram também feitas operações na Austrália, Canadá, Dinamarca e ex-República Jugoslávia da Macedónia; em Nova Iorque, há mandados adicionais contra quatro pessoas, que andam a monte, diz um comunicado do FBI.

A operação começou em 2010. “Estas detenções representam um golpe importante contra a economia subterrânea e demonstram que os endereços de IP [ou Internet Protocol, as moradas atribuídas aos sites] dissimulados e os fóruns informáticos privados não mantêm os criminosos a salvo”, adiantou o FBI.

Um dos detidos, um rapaz de 18 anos que se identificava na Internet como “JoshTheGod”, foi acusado de ter roubado e traficado cerca de 50 mil números de cartão de crédito. Ao todo, as autoridades policiais suspeitam que cerca de 400 mil contas poderiam estar comprometidas.

Outro dos detidos, que se identificava como xVisceral, disponibilizava por 50 dólares acesso remoto a ferramenta designadas RATS, que permitem controlar e recolher dados de computadores remotamente, ou accionar webcams para espiar o utilizador e conhecer as suas passwords, vigiando todos os seus movimentos no teclado.

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