Ciber-ataques e ciber-espionagem nº 1 nos EUA

Interessante como puderam ultrapassar a preocupação com o terrorismo ou até a guerra convencional:


Autoridades dizem que cibersegurança é a principal ameaça aos EUA
Público

"Os directores do FBI, da CIA e do serviço nacional de informações americano foram ouvidos no Senado sobre as potenciais ameaças à segurança dos EUA e consideraram que a ciberespionagem e os ciberataques ultrapassaram o terrorismo no topo das preocupações.

“Em alguns casos, o mundo está a usar tecnologias digitais mais depressa do que a nossa capacidade para compreender as implicações de segurança e mitigar os potenciais riscos”, disse, citado pela agência Reuters, James Clapper, director nacional de informações, um cargo criado em 2004 e que designa um dos principais conselheiros do Presidente dos EUA em matéria de segurança interna.

Clapper, porém, desvalorizou a probabilidade de ciberataques de grande dimensão a curto prazo, afirmando haver apenas uma “hipótese remota” de um ataque desta natureza nos próximos dois anos capaz de ter efeitos graves, como seria, exemplificou, a disrupção em larga escala de serviços como o fornecimento de electricidade. Também notou não serem prováveis ataques tradicionais com consequências sérias nos EUA.

Os líderes das autoridades de espionagem e informação são ouvidos anualmente no Senado. Segundo o New York Times, esta é uma das raras ocasiões desde 2001 em que o terrorismo não foi apontado como a principal ameaça. Em 2009, o antecessor de Clapper tinha-se referido à crise financeira global como o principal risco para a segurança dos EUA.

Nesta segunda-feira, a Casa Branca, através do conselheiro nacional de segurança, Tom Donilon, exigiu que a China parasse de fazer intrusões nos sistemas informáticos americanos para roubar informação e que adoptasse “normas aceitáveis de comportamento no ciberespaço”. Donilon referia-se tanto a acções que visavam computadores governamentais, como a acções de espionagem industrial a empresas dos EUA."